A gente começa assim
1, 2, 3… testando.
Não é o primeiro blog que eu faço, contando o dia-a-dia na reportagem. Mas talvez seja o meu primeiro como profissional.
Muito me perguntam sobre a profissão do repórter. “É você quem escolhe o que vai fazer?”; “Já sabe o que vai fazer amanhã?”.
O repórter nunca sabe, com certeza, o que vai fazer daqui a uma hora – muito menos amanhã. O amanhã é muito longe. O período de tempo entre bater o ponto de entrada e o de saída da tv é muito grande. Ou você acha que todo mundo sabia com antecedência sobre a enchente de julho do ano passado? Que alguém imaginava que um homem ia entrar atirando numa escola e se matar alí mesmo? Que as torres gêmeas seriam atacadas? Muita coisa acontece nesse intervalo. A cidade muda numa manhã, o mundo muda numa tarde. E o repórter precisa estar onde está a notícia.
Espero poder deixar você, leitor, por dentro do meu dia-a-dia profissional. Uma função trabalhosa, muito trabalhosa, mas bastante compensadora também.